No mercado de vinhos finos e espumantes, o Chile manteve sua posição de liderança, crescendo 16% e alcançando uma participação de 35% do mercado brasileiro. Portugal se destacou com um crescimento de 9%, ultrapassando a Argentina e consolidando sua presença. A Argentina, apesar de ainda ser relevante, cresceu apenas 3%, atingindo 12% do mercado, enquanto a Itália, mesmo avançando 10%, continua com uma fatia mais modesta, de 5%.
Chile Segue Forte, Mas Novas Origens Ganham Espaço
Os listening bars tem ganhado espaço no mercado brasileiro, explorando a escuta musical, a coquetelaria e a gastronomia como uma experiência completa, pontos base para sucesso desses negócios. Panamera Importadora participa da Barcelona Wine Week 2026, maior feira de vinhos espanhóis do mundo, com foco no mercado brasileiro. Para o próximo ano, a expectativa unânime entre consultorias e players do setor é de continuidade da expansão, com projeções de faturamento que devem superar os patamares de 2025. As “categorias estrela” – brancos, espumantes (especialmente os brasileiros), nichos premium e a categoria zero álcool – seguirão puxando o crescimento, tanto no varejo especializado quanto no food-service. Com a chegada de novas denominações de origem que classificam a qualidade das bebidas brasileiras, por exemplo, diferentes produtos com grande qualidade estão à disposição mais fácil aos consumidores.
A qualidade dos vinhos brasileiros tem aumentado significativamente nos últimos anos, com produtores investindo em novas tecnologias e em pesquisas para desenvolver uvas adaptadas ao terroir brasileiro. Essa valorização tem levado os consumidores a buscarem cada vez mais por rótulos nacionais, impulsionando o crescimento do mercado interno. Segundo Diego Bertolini, os espumantes moscatéis superaram em volume os tradicionais brut, nature e extra brut. Ao todo, foram comercializados 37,2 milhões de litros de espumante no Brasil em 2024 – o equivalente a um pouco mais de 40 milhões de garrafas. Além de ser uma plataforma central de networking, a ProWein apresenta novas tendências do setor.
A Ascensão do Vinho Premium e o Avanço do Sell-Out
As categorias premium terão aumentos mais graduais, mas a alta do câmbio reforça a importância de negociações estratégicas e compras planejadas para evitar oscilações bruscas nos preços. O consumo per capita de vinho no Brasil em 2023 foi de 2 litros por pessoa, segundo a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS). O número representa uma queda em relação ao pico de 2,78 litros registrado em 2020 durante o auge da pandemia de Covid-19.
Esse modelo tem conquistado consumidores exigentes e construído vantagem competitiva sustentável. Custos operacionais mais baixos, alta margem agregada e fidelização baseada em confiança são apenas algumas das razões para seu crescimento. Negócios com esse perfil representam, hoje, uma das maiores oportunidades de escalabilidade com identidade no setor. O storytelling pode transformar a maneira como os consumidores percebem e se conectam com uma marca e essa estratégia pode ser a chave para destacar um vinho em um mercado extremamente competitivo. O relatório Brazil Wine Landscapes 2021, aponta que 70% dos consumidores brasileiros estão dispostos a explorar novidades.
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Essa mudança foi impulsionada por lojas especializadas, canais com curadoria autoral, clubes de assinatura e e-commerces com portfólios mais enxutos e únicos. Vinícolas de pequeno e médio porte, tanto brasileiras quanto internacionais, ganharam protagonismo ao entregar experiências mais próximas e conexões mais verdadeiras com o cliente. O comportamento de compra revela uma busca crescente por vínculos duradouros com marcas, histórias e territórios de origem. O vinho, aqui, deixou de ser apenas venda de vinhos um produto para se tornar um elo estratégico entre diferentes culturas, modelos de negócios e expectativas de consumo.
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