Suposto Hacker Da Lava Jato

Suposto Hacker Da Lava Jato

Os ataques cibernéticos ao Tribunal Superior Eleitoral, no último domingo, quando houve o primeiro turno das disputas municipais, teriam partido de um hacker português em prisão domiciliar. Uma das linhas de investigação indica a possibilidade de envolvimento de extremistas ligados a núcleos bolsonaristas.

Professor é um personagem de “La Casa de Papel”, série espanhola de sucesso do serviço de streaming Netflix. Na ficção, um grupo de nove ladrões, liderados pelo “Professor”, prepara o roubo do século na Casa da Moeda da Espanha com o objetivo de fabricar o próprio dinheiro.

Interino da coluna, Eduardo Barretto passou pelo jornal O Globo e pelos sites Crusoé e Poder360. Estudou na Universidade de Brasília e na London School of Journalism.

Fica baseado na Capital Federal, onde busca histórias sobre o poder. Analisando em retrospectiva, Robalinho disse ter sentido que o hacker queria que ele criticasse o conteúdo do tal áudio e, dessa maneira, se comprometesse perante seus colegas. “Eu não tenho ideologias, não tenho partidos, não tenho lado, sou apenas um funcionário de TI (tecnologia da informação)”, escreveu o hacker.

O hacker enviou para Robalinho um áudio trocado entre procuradores da Lava Jato, dizendo que aquele conteúdo em breve sairia na imprensa e mostrando espanto com o teor. disso – e falava com gente do mundo inteiro, e tinham canais sensacionais, politizados pra caramba.

a ideologia do hacker

“O que mais tem na Internet são hackers especializados em quebrar senhas de segurança de programas comerciais. Quando saiu o Windows XP, depois de seis horas já era possível craquear o programa”, diz Marcelo Gomes. Ataques de segurança – eventos que tentam contratar serviço cracker coletar, interromper, negar acesso, degradar ou destruir recursos do sistema ou a informação em si. Na conversa, o hacker afirmou ser “um funcionário de TI (tecnologia da informação)”, e alegou não ter “ideologias” ou ter ligação com partidos.

O salário desse tipo de profissional de segurança pode chegar a R$ 50 mil por mês – no caso, claro, dos superexperts capazes de descobrir brechas escondidas até nos sistemas mais impenetráveis do mundo, segundo especialistas ouvidos pela IT Trends. Um teste de invasão de uma grande empresa, por sua vez, custa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, podendo chegar a US$ 110 mil nos Estados Unidos.

Na entrevista, Delgatti confirma que bisbilhotou as conversas de ao menos um ministro do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, para mostrar quanto a Corte era parcial nas decisões que envolviam a Operação Lava-Jato. A ministra estava num grupo falando sobre a morte do neto do Lula”, diz o hacker, que considerou o comentário impróprio. “Procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”, conta o hacker.

Na tarde do último dia 6, um início de tumulto quebrou o silêncio no 6º andar do Fórum Professor Júlio Mirabete, onde funciona o Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Perfis bolsonaristas replicam mensagens usando o atraso para questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro. Em 2012, por exemplo, uma parceria da LulzSec Portugal com criminosos brasileiros tirou do ar o site do Tribunal de Justiça do Rio. Monitorado por autoridades portuguesas, o hacker foi detido pela primeira vez em 2017, ainda aos 16 anos. Sites de instituições públicas eram os alvos preferenciais.

Em seguida, perto das 11 horas, um novo ataque sobrecarregou o site do tribunal, tornando as consultas a páginas de serviços mais lentas – houve um redirecionamento de robôs para simular número excessivo de acessos. Por fim, ocorreu demora na adaptação da inteligência artificial do supercomputador do TSE, em Brasília, que recebe os votos para totalização dos resultados. Algumas terminologias aplicadas ao modo como agem os hackers, são razoavelmente consensuais no meio.

Invasão Hacker

“Meu computador foi invadido porque o hacker tinha interesse no que eu tenho” – Mito. A não ser no caso de grandes organizações e governos, geralmente os computadores pessoais das pessoas não tem conteúdo de grande valor para um hacker. Além disso, um conteúdo não é previamente conhecido, até que se tenha acesso a ele.

Me matriculei na Unisinos, num curso novo, chamado Comunicação Digital. Achei que valia a pena tentar porque era um curso sem histórico, sem lastro.

Como o grupo é descentralizado e evidentemente não possui uma conta verificada, é impossível verificar a autenticidade do vídeo. De acordo com a revista Time, a polícia do estado de Minessota já confirmou que seus sites foram atacados.

O grupo diz cometer os crimes por ideologia e na série é adorado pela população. Na vida real dos hackers, “Professor” é o jovem programador Thiago Eliezer Martins Santos, considerado o mentor intelectual por trás dos crimes de Walter Delgatti, o “Vermelho”, também preso na primeira fase da operação. Delgatti afirmou ter vazado mensagens capturadas em celulares de procuradores da Lava Jato para o site The Intercept. Já o “Professor”, que teria enviado os advogados até Danilo, foi preso na segunda fase da Spoofing, deflagrada no fim de setembro.